segunda-feira, 2 de junho de 2014

relacionados para o jogo Sampaio Correa - MA x América FC


Goleiros: Fernando Henrique e Dida Pompeu;
Laterais: Walber, Marcelinho, Wanderson, Paulo Henrique e Thiago Cristian;
Zagueiros: Cleber, Adalberto e Roberto Dias;
Volantes: Jean Cleber e Dudu;
Meias: Daniel Costa e Jeferson;
Atacantes: Rodrigo Pimpão, Isac, Max e Alfredo.

México traça plano contra Brasil



O técnico do México, Miguel Herrera, reconheceu nesta segunda-feira que Neymar precisará de atenção especial de seus defensores para quando for enfrentar o Brasil. O duelo entre as equipes será na segunda rodada da Copa do Mundo, no dia 17, em Fortaleza, pelo grupo A.

“Sinto claramente que ele é o jogador mais talentoso do Brasil. É a cara do time e também da Copa, já que é na casa deles. Vamos tentar evitar que a bola chegue em Neymar, esse é o melhor caminho. Quando ele está com a bola, tem habilidade para deixar para trás dois ou três jogadores”, afirmou o técnico em entrevista ao site da Fifa.

Herrera é fã declarado do futebol do craque brasileiro. Foi vítima de Neymar na Copa das Confederações de 2013, quando o atacante finalizou de primeira dentro da área para abrir o placar diante dos mexicanos e ainda fez uma bela jogada no lance do segundo, deixando dois defensores para trás e servindo o atacante Jô, o que decretou o resultado final de 2 a 0, ainda pela fase de grupos da competição.

Para comprovar a tese, o técnico lembrou a final entre Brasil e México nas Olimpíadas de Londres, em 2012, vencida pelos mexicanos por 2 a 1, com Neymar em campo.

“Queremos isolá-lo como fizemos naquele dia. Neymar não viu muito a bola e foi assim que o México ganhou o jogo. Tentaremos algo similar. Mas é claro que desta vez estaremos diante do time principal do Brasil e há jogadores de mais qualidade, então precisamos cuidar dele sem se esquecer de seus companheiros de equipe”, analisou.

Lista russa só tem um remanescente de 2002; Nenhum atua fora do país



O técnico Fabio Capello divulgou nesta segunda-feira a lista dos 23 convocados da Rússia em definitivo para a Copa do Mundo de 2014. Todos os atletas chamados pelo italiano atuam no futebol russo, fato raro entre as seleções que disputarão o Mundial.

Pavel Pogrebnyak, atacante do Reading, time da segunda divisão inglesa era um dos poucos “estrangeiros” na pré-convocatória, mas foi dispensado antes mesmo da divulgação da lista final.

Dos que sobraram, o meia Denis Cheryshev, que defende o Sevilla, da Espanha, e o meia –atacante Pavel Mogilevets, do Rubin Kazan, foram os últimos deixados de lado por Fabio Capello para a disputa da Copa.

De toda a lista, o único jogador com experiência em Copas do Mundo é o atacante Alexander Kerzhakov, de 31 anos, que joga no Zenit. O jogador participou do Mundial de 2002, disputado na Coreia do Sul e no Japão, na última vez em que o país disputou a competição.

Confira abaixo a lista final dos convocados pela Rússia para a Copa do Mundo de 2014:

Goleiros: Igor Akinfeev (CSKA Moscovo), Yury Lodygin (Zenit) e Sergei Ryzhikov (Rubin Kazan)

Defensores: Vasily Berezutsky (CSKA Moscovo), Sergei Ignashevich (CSKA Moscovo), Georgy Shchennikov (CSKA Moscovo), Vladimir Granat (Dínamo Moscovo), Alexei Kozlov (Dínamo Moscovo), Andrei Yeshchenko (Anzhi Makhachkala), Dmitry Kombarov (Spartak Moscovo) e Andrei Semenov (Terek Grozny)

Meio-campistas: Igor Denisov (Dínamo Moscovo), Yury Zhirkov (Dínamo Moscovo), Alan Dzagoev (CSKA Moscovo), Roman Shirokov (Krasnodar), Denis Glushakov (Spartak Moscovo), Viktor Faizulin (Zenit) e Oleg Shatov (Zenit)

Atacantes: Alexander Kerzhakov (Zenit), Alexei Ionov (Dínamo Moscovo), Alexander Kokorin (Dínamo Moscovo), Maxim Kanunnikov (Amkar Perm) e Alexander Samedov (Lokomotiv Moscovo)

Thiago Silva, Paulinho e Fernandinho não viajam para Goiânia



A comissão técnica da Seleção Brasileira confirmou, ao final do treino deste domingo, que três jogadores não viajarão para a Goiânia, palco do jogo de terça-feira, contra o Panamá. São eles Thiago Silva, Paulinho e Fernandinho.

O zagueiro já era uma baixa esperada no amistoso, tendo em conta que vinha sendo poupado de alguns trabalhos - para fazer fortalecimento muscular - e treinou na reserva tanto no sábado quanto nesta manhã. Seu substituto ao lado de David Luiz será Dante.

Não estava nos planos, porém, ficar sem Paulinho no amistoso. Ocorre que o volante sofreu entorse no tornozelo esquerdo, em dividida com Bernard, no sábado, e não conseguiu treinar com bola. O atacante, ao contrário, participou normalmente do coletivo, um dia depois de ter abandonado o campo com dores no pé direito.

A surpresa na lista de ausências ficou por conta mesmo de Fernandinho. O meia reserva não tem nenhum problema clínico e treinou com os demais jogadores neste domingo, mas ficará na Granja Comary para trabalho de complementação, sob orientação da preparação física.

Se repetir em Goiânia a equipe que ensaiou pela última vez em Teresópolis, o técnico Luiz Felipe Scolari terá a seguinte escalação contra o Panamá: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Hulk, Fred e Neymar.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fla faz contato com Julio César por retorno


A busca do Flamengo por uma nova cara após a Copa do Mundo não fica apenas a cargo de um novo diretor de futebol, Montillo e Fernandinho. Para completar a espinha dorsal, o clube procurou contato com o goleiro Julio César, titular da seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo e ídolo da torcida rubro-negra. A receptividade foi considerada boa e as conversas acontecem.

O receio da diretoria rubro-negra, que trata o assunto com sigilo, reside em um ponto: o alto salário recebido pelo jogador no Queens Park Rangers, que acaba de voltar à Primeira Divisão do futebol inglês. O contrato do camisa 12 da seleção é válido até meados de 2016 e uma redução seria necessária para voltar ao clube que o criou. Julio é ídolo da torcida rubro-negra deixou o clube, no fim de 2004, rumo à Inter de Milão. A ideia seria uma por uma volta à casa por um período mais longo, em que servisse com um dos expoentes do elenco rubro-negro.

As recentes falhas de Felipe e sua falta em um treino na última semana aceleraram o processo. Julio César, de 34 anos, enfrentava resistências internas inicialmente, também por conta do alto salário. Apesar de boas exibições, Paulo Victor não é visto como um jogador que assumiria o gol rubro-negro sem sobressaltos. César, por sua vez, é avaliado como promissor, mas novo para a vaga de titular.

O relacionamento pouco amistoso entre Julio César e o QPR é avaliado como um estímulo à negociação. Por ter poucas chances no clube, ele foi liberado sem ônus ao Toronto, da Major League Soccer, dos Estados Unidos, onde foi titular e atuou por sete jogos para estar com ritmo de jogo para a Copa do Mundo. Ele é homem de confiança de Felipão.

Formado pelo Flamengo, Julio César, de 34 anos, estreou nos profissionais em 1997, aos 17 anos, em um jogo contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil. Em 2000 assumiu a vaga de titular da equipe, deixando o veterano Clemer no banco de reservas. Por suas defesas importantes tornou-se ídolo da torcida do Flamengo. Pelo clube, conquistou quatro Cariocas, uma Mercosul e a Copa dos Campeões, em 2001. Já na Europa, fez fama com a camisa da Inter de Milão, onde conquistou a Champions League, em 2010, e foi alçado ao posto de melhor goleiro do mundo.

Eduardo da Silva: "Na hora dos hinos vou ficar dividido"


Se tudo tivesse se desenrolado da maneira que Eduardo da Silva provavelmente sonhava quando era criança e marcava gols atrás de gols nas peladas da Vila Kennedy, no Rio de Janeiro, a possibilidade de ele estar na Arena de São Paulo na tarde do dia 12 de junho de 2014 vestindo o uniforme verde-amarelo da Seleção Brasileira seria enorme.
Acontece que nem todos os passos de sua carreira seriam dados exatamente como ele imaginava. No fim, o sonho de jogar uma Copa do Mundo da FIFA vai, sim, se realizar, mas de uma forma bem diferente: na partida de abertura do Mundial realizado no país em que nasceu, ele vestirá outra camisa, a da Croácia, tendo que enfrentar exatamente o Brasil com a responsabilidade de estragar a festa de seus conterrâneos, que já não são mais seus compatriotas. Confuso, não?
Pois é mais ou menos assim que o carioca de 31 anos, que há 15 se mudou para a Croácia e há dez joga pelas seleções do país, vem se sentindo agora. Apesar de hoje “ter o coração croata”, o ex-jogador do Dínamo de Zagreb, Arsenal e atualmente no Shakhtar Donetsk falou ao FIFA.com sobre tudo que envolve o primeiro jogo da Copa, como tem se preparado para encarar o momento e admitiu: “Na hora de cantar os hinos vou ficar dividido.” Confira:
FIFA.com: Conte como aconteceu essa sua ida para a Croácia e o processo de naturalização. Foi tudo muito cedo e rápido, certo? 
Eduardo da Silva: A verdade é que nunca cheguei a jogar num clube do Brasil. Com 14, 15 anos, tive a oportunidade de disputar um campeonato de comunidades, que era promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Joguei, fui campeão e me destaquei, e um empresário me perguntou se não queria ir para a Croácia. Cheguei com 16 anos, passei pelas categorias de base do Dínamo e, com 17 anos, já jogava pelo profissional. E foi depois de quatro anos que recebi o convite do técnico da seleção sub-21 da Croácia. Foi uma decisão importante, falei com meus familiares, que entenderam e concordaram que era algo bom para o meu futuro. Mas foi um processo natural. Com 21 anos estreei pela seleção principal e daí não parou mais.

E como é a relação com o Brasil hoje? No fundo, pesa mais a primeira metade da vida que você passou no Brasil ou a segunda, na Croácia? 
Em termos profissionais, minha situação é diferente de alguns brasileiros que jogam por outras seleções. Cheguei muito cedo na Croácia, construí devagar o meu caminho e passei por todas as seleções de base. Não foi algo recente ou que fiz pensando em jogar um dia uma Copa. Foi simplesmente uma opção e minha carreira acabou tomando esse rumo. Bom, no geral, posso dizer que continuo sendo brasileiro, mas que tenho um grande amor pela Croácia depois de 15 anos vivendo aqui e dez jogando pela seleção. Hoje, me sinto praticamente europeu e croata.

No início, como lidou com a língua? Complicava a relação com os companheiros de seleção? 
Atrapalhou sim, foi muito difícil. Principalmente porque naquela época eu não falava nem inglês, só português mesmo – e, aliás, um português muito melhor do que o que estou falando contigo (risos). Não teve outra solução: tive que aprender o croata o mais rápido possível. Foi um sofrimento, sim, e não só com a língua, mas com o frio, a cultura. Foi algo que durou cerca de um ano, mas que, quando aprendi, tudo ficou bem mais fácil. Hoje falo fluentemente o croata, não tem mais problema.

Mas com tantos brasileiros no Shakhtar Donetsk você ao menos acaba praticando o português diariamente, não?  
Sem dúvida. Se eu não estivesse lá, meu português estaria até pior do que é agora (risos). Lá eu procuro sempre estar com eles, conversar bastante, praticar. Porque fiquei praticamente 11 anos sem falar direito. No início, era muito difícil até para voltar para o Brasil. Cheguei a ficar dois anos e meio sem ver minha família, sem vir ao Brasil. Foi complicado. Depois, felizmente, as coisas melhoraram e tive mais oportunidades de rever amigos e família. Hoje em dia, sempre que posso eu vou para lá, uma ou duas vezes por ano.

Você perdeu a chance de jogar a Copa de 2006 por ser “jovem ainda”, como o técnico Zlatko Kranjcar falou na época. Em 2010, a Croácia não se classificou. E aí o destino prega essa peça: sua primeira Copa acaba sendo justamente no país que nasceu, mas por outra seleção... 
Sem dúvida, é algo curioso, mas também uma oportunidade muito boa. Perdi três competições grandes, porque teve a Euro 2008 também, que estava me recuperando de lesão. Tive a experiência de jogar a Euro 2012, mas a primeira Copa é especial. Nunca imaginaria essa situação: ser brasileiro e ter a oportunidade de jogar uma Copa no seu próprio país, mas defendendo outra seleção. E aí, para complicar, tem essa partida de abertura entre os dois. Nunca poderia imaginar tanta coincidência.

E, com o Mandzukic fora do jogo de estreia, existe uma chance ainda maior de você jogar. Você vem se preparando psicologicamente para isso? 
Uns dias antes de me apresentar à seleção, quando ainda estava focado no clube e no Campeonato Ucraniano, eu não tinha parado para pensar direito. Agora que passei os primeiros dias com a seleção, que a equipe começou a preparação e está focada nessa etapa, a gente começa a pensar demais, a imaginar como vai ser aquele momento. E é isso mesmo, estou me preparando mental e fisicamente para essa partida.

Dá para projetar como será quando as duas seleções estiverem perfiladas antes do jogo, quando os hinos tocarem... como ficará o coração? 
Olha, sou brasileiro e não vou deixar de ser. Mas tenho um amor muito grande pela Croácia, um carinho enorme pelos torcedores e pelos companheiros de equipe. Acho que posso falar: meu sangue é brasileiro, mas meu coração, hoje, é croata. É um momento difícil, entende? Se eu tiver a oportunidade de cantar os dois hinos... acho que vou ficar dividido.

E qual seria o resultado perfeito desse jogo? 
É difícil prever, prefiro não falar em resultado. O que dá para dizer é que a situação perfeita seria uma grande apresentação da Croácia. O Brasil é favorito para ganhar a Copa, não só este jogo, mas acho que a Croácia está se preparando muito bem e pode fazer uma grande partida, sim.

Desde o sorteio dos grupos e a definição do jogo você ficou, de certa forma, no centro das atenções. O torcedor croata, por exemplo, fala alguma coisa ou brinca com a situação? 
Sim, o pessoal fala muito, mas em geral é para incentivar. Muita gente fala que eu vou fazer o gol da vitória. Outros dizem que eu vou entrar nos últimos 20 minutos e fazer um gol. É algo que motiva, sim, porque você vê o quanto o pessoal está envolvido. E tem o contrário também, aqueles que falam para eu tomar cuidado e não marcar gol contra. Mas levo isso na boa, faz parte.

E na Vila Kennedy, como fica a torcida? O pessoal brinca com sua família sobre isso? Ou lá todo mundo vai torcer para a Croácia por sua causa? 
Olha, é difícil. Têm coisas que é melhor guardar segredo. Em relação aos amigos, muitos brincam, falam que o Brasil vai ganhar, mas que eu vou fazer o gol da Croácia. É mais ou menos assim que o pessoal está encarando.

Além de você, a Croácia conta com mais um brasileiro na seleção. Você e o Sammir acabam sendo uma espécie de guia dos companheiros e do Kovac? O pessoal vem perguntar sobre questões técnicas ou dicas, por exemplo? 
Sim, é natural. Se bem que às vezes não consigo ajudar muito, porque conheço pouco do Brasil, basicamente só o Rio de Janeiro. Mas o pessoal da comissão está cuidando disso há um tempo, foi para o Brasil várias vezes, pegou todas as informações, e só às vezes vêm confirmar comigo, perguntar uma coisa ou outra. Eu faço o máximo para ajudar. 

Como você vê a Seleção Brasileira hoje e qual análise você faz dela para o Kovac? 
Antes da Copa das Confederações, o Brasil tinha perdido um pouco do respeito. Mas as coisas mudaram muito, e todo mundo voltou a falar da força dessa equipe. É uma seleção com jogadores jovens, que estão famintos, que querem esse hexa jogando em casa. É o grande favorito da Copa, mas vai depender muito desse primeiro jogo contra a Croácia. A estreia é sempre dura, um jogo nervoso, com muita pressão. Se o Brasil ganhar, tira esse peso das costas e vai longe. Se não ganhar, vai ter muitas dificuldades para o restante.

Se não ganhar, quer dizer que a Croácia terá feito um grande jogo. E, assim, até onde a sua seleção pode ir? 
O objetivo é passar para a segunda fase. Se for o caso, teremos uma final já, que será contra Holanda, Espanha ou Chile, times perigosíssimos. Se a Croácia passar das oitavas, pode repetir a Copa de 1998 ou até mais. Estamos muito confiantes, sendo apoiados pela mídia e pelos torcedores. É algo muito positivo, porque eles sabem que temos uma geração forte, uma das melhores da história. A gente precisa confirmar isso, ir longe, ser melhor que a geração de 98. Vamos fazer de tudo.

Fonte: Fifa.com

Confira a programação completa da Seleção na primeira fase da competição


A Seleção Brasileira já está na Granja Comary, onde ficará concentrada para a disputa da Copa do Mundo. A programação se iniciou na segunda-feira com exames médicos e, nesta quarta-feira, os jogadores farão seu primeiro treinamento em campo.

No dia 10 de junho, a Seleção fará seus últimos treinos no CT de Teresópolis antes da estreia no Mundial - às 9h30 e 15h30. Às 20h30, a delegação viaja para São Paulo - a chegada no hotel Pullman está prevista para as 22h30. 

No dia 11, o treinamento será às 16h15 na Arena Corinthians, antecedido do atendimento à imprensa, às 15h30. A estreia do Brasil será contra a Croácia, no dia 12, às 17 horas, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Assim será realizado em todos os jogos da Seleção na primeira fase: a viagem do grupo será sempre na antevéspera da partida. 

O segundo jogo do Brasil será contra o México, no dia 17, às 16 horas, no Castelão, em Fortaleza. A última partida da fase de grupos será contra Camarões, às 17 horas, no Mané Garrincha, em Brasília.